ALÉM DA RAZÃO - PARTE I
Estela e Plínio estão em casa, aguardando uma visita ilustre para o jantar. Estela na cozinha, separando os ingredientes e levando as panelas ao fogo. Plínio na sala, assistindo à um programa adolescente, daqueles que qualquer adulto torce o nariz, esquecendo que um dia também foi jovem.
– Plínio!!!! Você pode me dar uma ajuda aqui na cozinha? – gritou Estela.
– Só um minuto mãe. Já vai dar o intervalo, - gritou Plínio de volta, sem desgrudar os olhos da TV.
– Anda logo menino! O Dr. Amaro vai chegar às sete e ainda tenho que me arrumar.
Plínio foi até a porta da cozinha.
– Pô mãe! Que saco! Você já me fez ficar em casa hoje... logo hoje que a galera tá indo até a pista.
– Você sabe que há muito tempo quero que você conheça o Dr. Amaro e ia ser difícil conseguir outra oportunidade destas.
– Já tô até vendo. Esse cara deve ser um daqueles chatos lá daquele troço espírita que você frequenta. Vai querer me converter... você sabe que não acredito nestas coisas. Sou muito racional.
– Ninguém vai querer te converter filho. Deixa de ser espezinhento. O Dr. Amaro é um homem muito inteligente. Tenho certeza que você vai gostar de conversar com ele.
– Duvido. Mas fazê ô quê, né? Tu que manda na parada mesmo.
– Bom, pelo menos isso você respeita.
– Mãe, por mais que você acredite e fale nisso o tempo todo, esse negócio de vidas passadas, reencarnação e até mesmo esse papo que existe um Deus sobre todas as coisas, é muito errado. Tá na cara que os manda-chuva ficam inventando isso prá controlar as massas.
– Nossa! Tá ficando eloqüente! Embora eu não entenda metade das palavras e expressões que você usa.
– Deixa de gozação mãe. Tô falando sério.
– Você sabe muito bem que eu não discuto mais este assunto com você. Se algum dia você quiser acreditar em alguma coisa, muito bem, se não, deixa que a vida vai te ensinar.
– Tái. Tudo cortadinho. Posso voltar prá ver meu programa? – Disse Plínio, largando a faca sobre a pia.
– Vai Plínio, vai!
Escrito por Julio Rocha às 21h49
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ALÉM DA RAZÃO - PARTE II
Quase uma hora depois, Plínio ainda está sentado em frente à televisão. Quando Estela entra na sala, já vestida para receber o Dr. Amaro, ele levanta de repente.
– Aí mãe, hein! Essa roupa tá irada! Acho que você tá amarradona nesse Doutor.
– Mais respeito garoto. O Dr. Amaro é um grande amigo, nada mais que isso.
Toca a campainha e Estela vai atender a porta. Dr. Amaro entra.
– Seja bem vindo, Dr. Amaro. Saiba que é um imenso prazer recebê-lo em minha casa, - disse Estela, segurando a mão de Amaro por alguns instantes.
– O prazer é meu Estela. Eu só peço desculpas por ter demorado tanto a aceitar seu convite.
– O senhor, mais do que ninguém, sabe que devemos ter paciência e esperar o momento certo para que as coisas aconteçam.
– É verdade.... Hora! Este deve ser o Plínio, o rapaz mais comentado em nossas reuniões. Muito prazer Plínio, fico feliz em poder conhecê-lo pessoalmente.
– O prazer é meu, - disse Plínio, aceitando o aperto de mão de Amaro.
– O jantar de hoje é especial e para ficar bom tem que ir ao fogo na hora, portanto... Plínio sirva alguma coisa para o Dr. Amaro que eu vou para a cozinha, volto daqui há alguns minutos.
Assim que Estela sai, Plínio sorri e vai até o pequeno bar no canto da sala.
– E então Doutor? O que o Sr. vai querer?
– Por enquanto nada Plínio, obrigado. Na verdade estou mesmo interessado em saber um pouco mais de você.
Ele retorna para o sofá e fica de frente para Amaro.
– Olha doutor, vou ser muito sincero com o senhor. Se o senhor veio aqui tentar me convencer a frequentar as reuniões de vocês, pode esquecer. Eu já falei prá minha mãe que não acredito em Deus e em espíritos. Tudo que eu acredito é o que eu posso ver e tocar. Só acredito se tiver uma explicação racional.
– Plínio, eu só vim aqui porque sua mãe me convidou para um jantar, nada mais do que isso. A única coisa que eu gostaria era poder conversar um pouco com você, conhecê-lo melhor, pois este é um hobby meu. Adoro conhecer pessoas novas todos os dias e aprender um pouco sobre elas.
– Desculpe. Eu não queria ofendê-lo, - disse Plínio, passando a mão na cabeça.
– De forma alguma, vamos esquecer isso. Me conte, você está estudando?
– Sim. Estou no segundo ano do ensino médio.
– Acho que isso é equivalente ao segundo científico ou segundo ano do segundo grau, da minha época, correto?
– É. Acho que é isso aí.
– E entre as matérias que você vêm estudando ultimamente, qual você acha mais interessante?
Escrito por Julio Rocha às 21h48
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ALÉM DA RAZÃO - PARTE III
Ele ajeitou-se na cadeira. Até que o tal do Dr. Amaro parecia ser gente boa, pensou.
– Ciências. Principalmente física... acho fantástico. Adoro saber como as coisas foram criadas, sabe... toda a engenharia que está por trás de máquinas equipamentos, construções e tudo mais.
– Que bom. Sua mãe lhe contou que eu sou biólogo?
Os olhos de Plínio brilharam.
– Não! É mesmo! Puxa até o ano passado era uma das minhas opções para o vestibular, agora estou em dúvida entre Engenharia Mecânica ou Elétrica.
– É realmente uma área fascinante, pode ter certeza que entendo seu entusiasmo. Mas você também gosta de biologia?
– Prá ser sincero, não muito. Acho que ainda tem muita teoria e muita coisa que não sabem explicar direito.
– Isso é verdade. Existem coisas nas ciências médicas e biologicas realmente fantásticas. Muitas delas têm relacionamento com a engenharia, - disse Amaro, ajeitando a gola da camisa branca, impecavelmente passada.
– É mesmo? Como o quê, por exemplo?
– Pense no olho humano. Do ponto de vista da engenharia é uma máquina perfeita. É capaz de adaptar-se rapidamente a qualquer luminosidade, passa informações precisas ao cérebro para que este seja capaz de gerar imagens nítidas e coloridas, tem um sistema próprio de limpeza e lubrificação, além de durar décadas, muitas vezes sem precisar de qualquer tipo de manutenção.
– É verdade. Eu nunca tinha visto por este ângulo.
– E tem muito mais. Se você observar a natureza com cuidado, vai ver que está repleta de exemplos de equipamentos biológicos fantásticos. E o nosso sistema solar então? Ah! Esse é uma obra prima! Você sabia que se a lua não estivesse exatamente no lugar onde está, a vida na terra não seria possível? E tudo foi milimetricamente planejado: a posição do Sol, a espessura de nossa atmosfera, a temperatura do núcleo da terra...
– Peraí! O senhor tá querendo dizer que alguém planejou essas coisas?
– E você acha que tudo isso é assim por acaso?
Plínio fica um tempo pensativo e finalmente responde.
– Saquei! O senhor veio com esse papo só prá me provar que Deus existe.
– Eu não preciso provar nada prá você, os fatos falam por si.
Estela entra na sala carregando uma bandeja.
– O jantar está servido! Todos para a mesa.
Todos seguem para a mesa em silêncio.
– O que foi Plínio? Parece que viu um fantasma, - disse Estela. – Vi fantasma nada mãe... Eu vi Deus.
THE END
Escrito por Julio Rocha às 21h47
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O meu segundo livro já começa a tomar forma. Acabei de escrever o terceiro capítulo. Aproveitei algumas personagens do Teia Negra: Michael, Kremer e Sílvia. A trama se passa no Brasil e trata do sequestro da filha de Kremer, Helena (4 anos). Um dos cabeças de uma organização criminosa internacional é preso no Rio de Janeiro pela Polícia Federal. A quadrilha então sequestra a filha de Kremer, que é um ex-agente da polícia federal brasileira, e dá um prazo de 7 dias para que ele consiga libertar o "Viajante", como é chamado o bandido dentro da organização. Kremer então pede a ajuda de Michael (ex-agente da CIA e parceiro de Kremer na operação Teia Negra). Enquanto Kremer planeja a fuga do "Viajante", temendo que os criminosos cumpram a ameaça de matar sua filha, Michael inicia uma intensa busca pelos quatro cantos do Brasil para encontrar Helena. Os sequestradores colocam uma câmera que transmite a imagem de Helena ao vivo, 24 horas por dia, para o celular de Kremer. Ele pode inclusive falar com ela, mas isso não irá ajudar a localizá-la. Ou será que Helena pode dizer alguma coisa que leve Michael até ela? Com o prazo se esgotando, Kremer será obrigado a colocar o plano de fuga do "Viajante" em prática, mas não perde a esperança de que Michael encontre Helena antes que o "Viajante" esteja livre.
Escrito por Julio Rocha às 14h58
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A LENDA DE UDALÁ - PARTE I
Nada a ver com Teia Negra. Este é um texto de humor que escrevi em um dia inspirado. Boa leitura e não deixe de comentar!
Esse negócio de destino é realmente impressionante. Veja você que bastou um dia para mudar tudo na minha vida. Eu era um cara que vivia da grana que meu pai deixou. Sabe, adoro pegar umas ondas de vez em quando. Sou o tipo do cara que você olha e diz: “ih, lá vêm o hippie!”. Acho que também é por causa do cabelo comprido. Fico umas duas semanas sem lavar... acho manero esse lance de passar a mão e os dedos ficarem grudados. Fico um tempão usando a mão de pente. Bom, mas vamô deixar de papo furado e ir direto ao assunto. O que eu tava dizendo mesmo? Ah! Lembrei! Do destino. Então... veja que hoje vivo aqui neste palacete cheio de mulher bonita em volta e com tudo do bom e do melhor. É só levantar o dedo que aparece um harém inteiro pra me servir. Impressionante mano. Como consegui tudo isso? Parceiro, você não vai acreditar... Vou começar a contar meio que do meio e depois volto do começo pra chegar no fim, belê? Então vamo nessa.
Um belo dia, na verdade não tão belo assim, porque tava chovendo pra cacete, o pessoal aqui desse meu condomínio resolveu me elevar à categoria de um Deus. Pra ser um pouco mais específico, a um filho de um Deus. Tipo Jesus, saca? Pois então... Ah! Tá, vou falar do condomínio, assim vocês entendem um pouco melhor essa situação esquisita.
Meu pai comprou esse apê aqui pra mim quando eu supostamente me formei na faculdade que eu supostamente cursei com a grana que ele supostamente acreditava que era pra pagar meus estudos. Sacou? O apê? É pequeno, tem só um quarto, sala, banheiro, cozinha e área. É claro que também tem a varanda onde tudo começou. Porra de varanda pequena essa, se entra um ou outro tem que sair. Não dá pra por nem um vaso com planta, mas que se foda, não gosto de planta mesmo. Mas, voltando ao condomínio, é um lugar interessante. Têm uns quinhentos apartamentos em um prédio que é uma coisa só, com cinco andares e forma um quadrado gigante em torno de uma praça com uns banquinhos e um chafariz. Pegou a idéia? Se não fosse quadrado eu diria que é bem parecido com o Pentágono que o Bin Laden sacaneou lá nos EUA...
- Porra Úrsula, que cheiro é esse? Tá fritando bosta de bode?
- Desculpe Rick, estou passando uns produtos no cabelo pra amaciar.
Perdoem a interrupção, mas é que esse cheiro tá me deixando maluco. Então... Um belo dia eu apareci peladão na varanda gritando “Udalá, Udalá, Udalá! Eu consegui! Cheguei no paraíso! Udalá, Udalá, Udalá!”. E o pior é que tava tendo um churrascão do condomínio e a galera tava toda lá em baixo perto do chafariz. Ao mesmo tempo umas nuvens negras se juntaram rapidinho e decidiram que iam descer por aqui. Começou o maior pé-d’água. E eu continuei gritando e pulando. “Udalá, Udalá, Udalá!”. Foi aí que caiu um raio bem no meio do chafariz. Fez o maior esporro e eu quase fiquei cego com toda aquela claridade, mas eu tava tão feliz que continuei gritando “Udalá, Udalá, Udalá!”.
Escrito por Julio Rocha às 20h21
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A LENDA DE UDALÁ - PARTE II
O povo todo que tava lá embaixo parou de fazer o que estavam fazendo, que era comendo é claro, essa gente não pensa em outra coisa, e ficaram olhando boquiabertos para minha figura nua saltitante. Eles ajoelharam e se curvaram, tipo aqueles caras lá do Oriente Médio, saca? E começou um zumzumzum e, assim de repente, tava todo mundo gritando “Udalá, Udalá, Udalá!”. E foi isso. A partir desse dia todo mundo começou a me tratar como um Deus. As pessoas não saem mais do condomínio, virou uma espécie de mosteiro. Acho que é porque decidiram adotar meu estilo de vida, ou seja, ficar o dia inteiro sem fazer porra nenhuma. A praça do chafariz virou uma horta. Trouxeram até uns cabritos pra criar. O povo da cidade agora passa aqui em frente e fica tudo curioso. Colocaram o nome de Terra Udalá na porta. Todo dia tenho que ir pelado até a varanda pros malucos ficarem ajoelhando e se curvando e gritando “Udalá, Udalá, Udalá!”.
E porque estou contando tudo isso prá vocês? Eu precisava contar pra alguém né? Foi aí que tive a idéia de faturar uma grana com a história. Eu já tava meio de saco cheio mesmo de ter que ir na porra da varanda minúscula todo dia, principalmente no inverno, com um frio do caralho. Resumindo, eu decidi chamar um repórter. Um daqueles figurões que fazem as matérias de capa das revistas semanais mais vendidas, saca? Então ele veio, Jesus Olivero, não poderia ter um nome mais sugestivo.
Quando Jesus chegou, foi direto ao ponto e pediu que eu contasse a história de Udalá tim-tim-por-tim-tim desde o início. E eu contei. Ele ficou puto. Achou que eu tava sacaneando ele, mas foi aí que teve uma surpresa e descobriu como as coisas funcionam na Terra de Udalá! Aí vai a transcrição de nossa conversa.
- Senhor Rick, comece, por favor, descrevendo o motivo que o levou até a varanda para gritar “Udalá, Udalá, Udalá!”. – perguntou o reportér Jesus, colocando um gravadorzinho manero pra funcionar.
- Muito bem, - comecei eu em tom solene, - minha gata aqui, - disse eu apontando para Úrsula, que estava na cozinha fritando alguma coisa com cheiro de carne queimada. Aliás, ela tava com uma sainha que dava pra ver até o..., deixa prá lá, eu tenho que continuar o papo com Jesus. – como eu ia dizendo, a mina chama Úrsula e como eu tenho preguiça até pra falar de vez em quando, resolvi chamá-la apenas de U.
- E essa é a origem do nome? – disse Jesus. Porra reportér é pentelho mesmo, nem deixa você acabar de explicar o treco e já vai tirando conclusões.
- Calma Jesus... tem mais.... – disse eu, levantando a mão em sinal de protesto. – Além disso, eu tava doido pra pegar a U por trás. Nossa relação era perfeita, exceto pelo fato dela nunca deixar eu entrar pelos fundos, saca? Então eu comecei a insistir e como dava trabalho falar aquele nhenhenhé todo pra convencer a gata, decidi simplificar e resumi para: Udalá. Que ficou mais fácil de falar. Eu ficava o tempo todo repetindo quando estávamos transando: Udalá, Udalá, Udalá!
Escrito por Julio Rocha às 20h20
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A LENDA DE UDALÁ - PARTE III
Neste ponto Jesus já estava com a boca aberta. Acho que ele tava pensando “Porra meu! Valeu a viagem!”. Isso mesmo, Jesus era Paulista. Bom daí, como ele só ficou me olhando com cara de bobo, continuei.
- Um belo dia ela liberou o brioco! Cara, eu fiquei tão feliz que gozei umas três vezes seguidas! Daí fui pra varanda pelado e fiquei gritando “Udalá, Udalá, Udalá! “. E começou a cair aquela água toda e caiu o raio e o povo pensou que tava rolando um treco esotérico, sacou? Foi isso.
O Paulista fez um barulho esquisito com a garganta, chegou pra fente e disse:
- Você está querendo me dizer que virou um ser adorado por todas essas pessoas aí de baixo por que conseguiu... como dizer... penetrar sua namorada... é...
- É isso – dei uma ajuda, pois Jesus ficou vermelho de vergonha.
O cara levantou, foi até a varanda e começou a dar um berro que até meu gato fugiu pra debaixo da pia da cozinha. O povo lá embaixo começou a juntar. Aliás aquela varanda é o máximo, é só chegar alguém ali que todo mundo pára o que tá fazendo e vai espiar. O Paulista surtou e começou a falar desenfreadamente.
- Vocês não sabem de nada! Udalá é o caralho! Tive essa revelação aqui hoje! Da própria boca desse que vocês veneram como Deus! Udalá é o caralho!
Cara! Começou a ficar sinistro o tempo. As nuvens resolveram de novo despejar no chafariz! Com direito a raio e tudo! Acho que o Mané que construiu aquela porra só sabia fazer pára-raio e meteu um lá. Sei que o cara saiu puto porta afora e sumiu. A reportagem nunca saiu e eu fiquei ainda mais poderoso entre meus fiéis súditos.
Um belo dia Jesus aparece novamente. Tava com uma cara daquelas. Parecia ter passado uns dois meses num centro de recuperação para desmiolados. Ele veio me perguntar se tudo que eu tinha dito à ele era mesmo verdade. Ele não podia publicar uma coisa daquelas. Eu disse que era e pedi que ele fosse até a varanda. Ele ficou um pouco receoso, mas acabou indo. E tava lá! O chafariz tinha sido substituído por um outro monumento. Pra mim foi bom sabe, assim o povo ficava curvado pro monumento e me esquecia um pouco. Mas tinha que ver a cara de espanto do Paulista.
- Mas... mas... aquilo lá é um pinto gigante!
- Porra cara, você viu o que você fez naquele dia? Você acha que o povo ia fazer o quê? Uma margarida? Jesus aparece na varanda do filho de Udalá e grita pra todo mundo que Udalá é o caralho! Eles acreditaram!
THE END
Escrito por Julio Rocha às 20h19
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Sobre o Processo de Escrever Teia Negra

Escrever um livro. Não um livro qualquer, mas um livro que eu gostasse de ler. Para alguns esta tarefa pode até parecer fácil, mas pra mim, que sou muito exigente quanto ao que leio, foram muitos meses de trabalho. Busquei inspiração nos livros e filmes que me marcaram profundamente pela inteligência da trama e pelo final sofisticado e surpreendente.
Espero sinceramente que a história de Michael, Robert, Wong, Paula e todos os personagens que tornam o livro vivo e fascinante, faça alguma diferença em suas vidas. Não quero que seja um livro só meu, mas de todos. Quero ver um sorriso no rosto de cada leitor ao ler as últimas linhas. Quero que a vontade de ler o próximo, seja a mesma que estou de escrevê-lo!
Para conhecer um pouco mais sobre o livro: www.jrocha.com.br
Escrito por Julio Rocha às 18h53
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